O drama das conselheiras tutelares de Arujá

Sem estrutura para trabalhar, conselheiras se desdobram para conseguir atuar no município

Política Em 09/02/2018 13:20:32

Esta semana pessoas que dependem do Conselho Tutelar de Arujá procuraram o Jornal Ouvidor para descrever a situação do atendimento na nova sede. A falta de água potável, esgoto inerte, falta de alarme, campainha e câmeras de segurança, são a ponta do iceberg.

Os problemas aumentaram dia 29/01, quando, segundo uma das conselheiras, o setor ficou sem motorista para dirigir o veículo oficial. Por conta disso, as funcionárias estão limitadas a atender as ocorrências na cidade. “Quando precisamos nos deslocar, chamamos os Guardas Municipais e eles nos ajudam”, revela a conselheira Hamaita e ressalta: “Até hoje o carro oficial não passou por revisão”.

No ano passado, as conselheiras foram remanejadas do centro da cidade para o Bairro Jardim Rincão, segundo elas, dificultando o acesso das pessoas ao serviço tutelar. “A casa onde estamos não comporta nossa estrutura, sofremos com muitos problemas internos na nova sede”, revela. De acordo com Hamaita, a parte elétrica da casa também está comprometida, “temos medo de ligar o chuveiro e ele queimar. As luzes das salas também queimaram, trocamos e ainda assim, elas não ascendem”.

Outro problema, revelado pela conselheira Hamaita, é o telefone celular usado para realizar os plantões. De acordo com ela, na antiga gestão as conselheiras usavam um aparelho celular para os plantões, agora as conselheiras são obrigadas a passar os telefones de casa para serem acionadas em alguma ocorrência durante a madrugada.

A Prefeitura foi questionada e disse que o Ministério Público está ciente dos problemas e que trabalha para solucionar todos os problemas relacionados a sede do conselho, ao carro oficial, e outras demandas.