Ontem, sexta-feira, foi um dia especialmente gratificante para mim. Meu filho Bruno, que por diversas vezes empresta o seu talento nesse espaço do jornal, defendeu a sua dissertação de mestrado, intitulada “Sobre a educação elementar através da música na República de Platão”. O tema, complicado à primeira vista, aos poucos se delineou diante da severa arguição dos professores Daniel Rossi e Maria das Graças Moraes Augusto, ambos doutores, ele pela Universidade Estadual de Campinas e ela pela Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Por fim, os precisos comentários de seu orientador, o professor do departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, Roberto Bolzani Filho, traçaram um pouco do percurso dos estudos que Bruno desenvolveu nos últimos quatro anos. Foi emocionante.
Encheu-nos de orgulho o seu desempenho. Não que duvidássemos de sua capacidade, ele por inúmeras vezes já nos surpreendeu com suas análises objetivas e profundas. No que se refere aos processos educativos, em particular, sua arguta visão é sempre o ponto alto de nossas discussões.
Na verdade, já havíamos experimentado a estonteante alegria de ver um filho sagrar-se Mestre. No ano passado, André, nosso filho mais novo, já havia enfrentado uma banca de doutores em sua defesa de mestrado em Ciência Política na Universidade Federal de Minas Gerais.
Mas, como se não bastasse, o dia de ontem teve ainda outros condimentos que nos encheram de alegria e satisfação. Impelidos pelo orgulho de acompanhar o filho nessa jornada, fomos para São Paulo, deixando o fechamento dessa edição nas mãos de nossa equipe pela primeira vez sem a assistência dos mais experientes. O resultado nossos leitores podem apreciar nas próximas páginas.
Uso esse espaço para registrar essas gratas surpresas, porque creio que os leitores devem tomar conhecimento dos episódios que interferem na vida da redação, e, consequentemente, sobre o produto do trabalho de nós jornalistas. A eficiência de nossa equipe deu-nos a certeza de que temos, ao longo desses quase 21 anos à frente de O Ouvidor, praticado um jornalismo de valorização de competências, transferindo o conhecimento que adquirimos aos mais jovens. Guardamos, assim, a certeza de que no futuro eles poderão levar mais longe os propósitos que sempre nortearam as nossas atividades.
Ver o sucesso dos filhos e a eficiência dos companheiros de trabalho é gratificante para toda a família, devendo também ser motivo de orgulho para a comunidade na qual escolhemos viver e educar nossos filhos. Sendo parte fundamental de nossas vidas, com ela partilhamos e experienciamos juntos este momento ímpar.